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PELÁGICOS
- Peixes que
nadam continuamente na faixa próximo da superfície da água, não possuindo
um local específico de moradia. São normalmente fusiformes, migratórios e
grandes nadadores. A maioria vive mais afastada da costa, em mar aberto.
Muitos não possuem a bexiga natatória. A coloração do corpo costuma ser
brilhante com tons azulados ou esverdeados no dorso e flancos e branca no
ventre. Exemplos: dourados, pampos, marlins, enxadas, algumas raias e a
maioria dos tubarões.
- Tubarão é o nome
dado vulgarmente aos peixes de esqueleto cartilaginoso pertencentes a
super-ordem Selachimorpha.
- Estes seres
providos de estrutura corporal hidrodinâmico são criaturas importantes em
quase todos os ecossistemas marinhos. A
quase totalidade dos tubarões é marinha, carnívora e
pelágica, habitando águas costeiras e
oceânicas da maioria dos mares e oceanos, quer na sua superfície, quer na
sua profundidade.
- São conhecidas
cerca de 400 espécies em todo o planeta, cujos tamanhos podem variam entre
os 0,10m e os 18m de comprimento. No Brasil,
existem 88 espécies de tubarão conhecidas.
- A reprodução dos
tubarões ocorre por fecundação interna, na qual o macho introduz o
clasper no
oviduto da fêmea. As fêmeas atingem, em geral, a sua maturidade
sexual com maior tamanho do que os machos e normalmente procriam em anos
alternados. Nas espécies ovíparas, que
correspondem à cerca de 20% do total, a fêmea realiza a postura dos ovos
retangulares, protegidos por uma membrana filamentosa, de modo a fixá-los ao
substrato marinho. Nas espécies ovovíparas
- cerca de 70% -, o desenvolvimento dos ovos ocorre no oviduto da fêmea,
sendo os filhotes expulsos já desenvolvidos. Nas espécies
vivíparas - cerca de 10% -, o
desenvolvimento do embrião realiza-se
internamente, com ligações placentárias,
sendo os filhotes também expulsos já desenvolvidos. A
seleção natural dos tubarões inicia-se, em
algumas espécies ovovíparas e vivíparas, no próprio meio intra-uterino,
através da prática do canibalismo. As crias
que se formam primeiro - num número entre quatro a quinze - e providas de
dentes afiados, ingerem, na sua vida uterina, os embriões em formação e,
posteriormente, devoram-se umas às outros, sobrevivendo apenas as mais
fortes e aptas.
- A pele dos
tubarões é protegida por escamas placóides, as quais lhes conferem uma
superfície muito áspera. Possui ainda quimio-receptores, os quais
possibilitam aos tubarões determinar se há substâncias nocivas na água,
medir a salinidade e outros parâmetros
químicos.
- Como a maioria
dos animais selvagens, os tubarões agem quase que exclusivamente por
instinto, não sendo, no entanto, as suas reações
muito previsíveis. Possuem um sistema nervoso primitivo, mas
eficiente.
- Os tubarões
apresentam sete órgãos sensitivos. Assim como muitos outros peixes são
míopes, estando a sua
visão adaptada apenas para distâncias entre
2 e 3 metros, embora possa ser utilizada para distâncias até 15m com um
menor grau de definição. O seu olho possui uma camada refletiva, a qual
permite um aproveitamento superior da luminosidade em locais com pouca luz,
como as águas turvas ou profundas e à noite.
- O seu
olfato é extremamente apurado,
permitindo-lhes identificar substâncias bastante diluídas na água, como
concentrações de sangue abaixo de 1 parte por milhão - o que equivale a
aperceberem-se de uma gota de sangue a 300m de distância em pleno oceano.
Deste fato, advém o fato de já terem sido designados como narizes nadadores.
Quando detectam o cheiro de sangue ou de corpos em decomposição, facilmente
encontram o local de origem, utilizando principalmente o seu olfato (ou a
visão para distâncias inferiores a 15m).
- A sua grande
sensibilidade às vibrações, provoca comportamentos semelhantes. O seu
ouvido interno, responsável pelo
equilíbrio e detecção das
vibrações de baixa freqüência, situa-se
postero-superiormente ao olho. Possui três
canais semicirculares e detecta vibrações a longas distâncias, podendo o
tubarão se aperceber do som de um peixe a debater-se a uma distância de 250
a 600m. Em conjunto com o olfato, esta sensibilidade às vibrações, são os
primeiros mecanismos utilizados na detecção de potencial alimentação. Uma
vibração desconhecida, tanto pode provocar curiosidade como medo ao tubarão.
-
As suas linhas laterais são também capazes de
captar vibrações de médias e baixas freqüências, correntes, mudanças na
temperatura e pressão da água, assim como localizar obstáculos e alimentos
em águas turvas. Do mesmo modo, pode também detectar, pela turbulência
causada, a aproximação de um inimigo de grande porte.
-
A cabeça, especialmente ao redor do focinho,
apresenta pequenos poros, denominados ‘ampolas de Lorenzini’. Estes
receptores são sensíveis à temperatura, salinidade e pressão da água, com
uma especial capacidade para detectar campos
elétricos muito sutis, gerados por outros animais. Podem, deste modo,
detectar o batimento cardíaco de um peixe
que esteja enterrado na areia, a alguns metros de distância. A capacidade de
se aperceberem destas ligeiras mudanças na corrente elétrica do ambiente,
além de facilitar a caça às suas presas, possibilita-lhes a navegação em mar
aberto durante as grandes migrações, guiando-se através do
campo eletromagnético da
Terra.
- A maioria dos
tubarões, quando parados, não conseguem bombear a água para as
brânquias, de modo a respirarem. Necessitam,
portanto, de forçar a entrada da água pela boca, para que passe pelas
brânquias e saia pelas fendas branquiais. Por outro lado, a ausência de
bexiga natatória, um órgão hidrostático existente noutros animais,
dificulta a sua flutuação. Estas duas características são as responsáveis
pela maioria dos tubarões nadar incessantemente, pois, se por algum motivo
pararem, afundam e/ou morrem por asfixia. No entanto, algumas espécies
conseguem permanecer parada e deitadas no fundo do mar, inclusivamente
dentro de grutas espaçosas. A caça por suas barbatanas pode ocasionar sua
morte, pois sem a barbatana os tubarões perdem a aerodinâmica necessária e
os faz afundar.
- Os tubarões são
animais ectodérmicos, pelo que a
temperatura do seu sangue é variável e dependente do ambiente externo.
Muitos tubarões apresentam um menor metabolismo,
sendo mais lentos e com menores necessidades energéticas. Para manter a sua
temperatura constante e um bom grau de atividade, dependem de águas
tropicais quentes e das regiões costeiras. O deslocamento natatório
constante origina um enorme gasto de energia e uma conseqüente necessidade
em se alimentar constantemente. Devido a essa voracidade natural, algumas
espécies limpam os oceanos ao comerem os animais feridos ou mortos, mesmo
que em elevado estágio de decomposição. A quase totalidade das espécies
também rouba as presas de outros tubarões, quando surge a oportunidade.
Quanto às suas preferências alimentares, seguem uma dieta regular de
peixes, crustáceos, lulas, polvos, tartarugas,
raias e outros tubarões, sendo o canibalismo uma prática muito comum.
A prática da caça é guiada e determinada basicamente pela combinação dos
seus sentidos. No entanto, os padrões de comportamento na procura de
alimento variam de forma substancial. Num padrão normal, os seus movimentos
costumam ser lentos e determinados, outras vezes, são compulsivos e rápidos.
Na realidade, estes padrões quanto à natação, aproximação e ataque final,
variam de espécie para espécie e conforme
as situações particulares. A sua boca, em
posição ventral, possui uma grande abertura, graças à inexistência de
contato rígido com o crânio. Os dentes, triangulares,
afiados e extremamente eficientes para agarrar e cortar, não possuem raiz.
São providos de várias fileiras de dentes de reposição, dispostas
posteriormente à fileira que está em uso. Quando um dente é perdido,
posterior move-se para ocupar o seu lugar. Algumas espécies não possuem os
afiados dentes triangulares, essenciais aos
predadores, dados terem-se adaptado a outras formas de alimentação.
-
Os tubarões exercem duas funções primordiais no
ambiente marinho. Como predadores situados no topo da cadeia alimentar,
mantêm o controlo populacional das suas presas habituais e são um
instrumento da seleção natural, ao predar os mais lentos e os mais fracos.
-
Ao contrário da cadeia alimentar terrestre, na
qual os herbívoros podem apresentar um porte maior que os carnívoros, a
hierarquia nos oceanos é basicamente determinada pelo tamanho. Os estratos
da cadeia alimentar são denominados de níveis tróficos. Quanto mais distante
da base, a qual é formada pelos produtores primários, maior o nível trófico.
- Por outro lado,
quando os tubarões se alimentam de animais e peixes doentes, feridos ou
mortos, contribuem para a manutenção da salubridade dos oceanos. Embora
possuam um sistema imunológico primitivo,
apresentam uma baixa incidência de doenças em geral, raramente contraem
infecção após ferimentos graves e raramente desenvolvem neoplasias.
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Nome popular |
TUBARÃO LIXA |
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Nome científico |
Ginglymostoma cirratum |
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Reino |
não disponível |
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Filo |
não disponível |
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Classe |
não disponível |
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Ordem |
não disponível |
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Família |
GINGLYMOSTOMATIDAE |
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Gênero |
Ginglymostoma |
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Classificador |
Bonnaterre, 1783 |
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Origem |
não disponível |
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Tamanho |
Pode atingir até 2,62 m |
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Alimentação |
não disponível |
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Observações |
Presença de barbilhões em frente as narinas e a boca,
olhos muito pequenos, presença de espiráculo atrás de cada olho, ausência
do lobo inferior da nadadeira caudal, origem da primeira nadadeira dorsal
coincidindo com a origem da nadadeira pélvica, coloração castanha.
Espécie costeira, é capturada com espinhel e redes de
fundo. É comum em todo nordeste brasileiro, sendo capturado acidentalmente
e não possui valor comercial. |
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Foto da Espécie |
não disponível |
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crédito |
Guia de Identificação de
Espécies Marinhas do Nordeste (Brasil) |
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Nome popular |
RAIA LIXA |
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Nome científico |
Dasyatis guttata |
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Reino |
não disponível |
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Filo |
não disponível |
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Classe |
Elasmobranchii |
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Ordem |
Rajiformes |
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Família |
Dasyatidae |
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Gênero |
não disponível |
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Classificador |
não disponível |
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Origem |
Toda a costa brasileira |
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Tamanho |
\n';
document.write(barra);
}
}
changePage();
"LEFT">Pode atingir até 3 metros |
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Alimentação |
Moluscos, crustáceos e pequenos peixes |
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Observações |
Solitário, mas pode formar
pequenos grupos em épocas de migração, nadando próximo a superfície. Vive
em área costeira de águas rasas, no fundo, e eventualmente pode ser
encontrado em estuários e até em rios. |
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Foto da Espécie |
não disponível |
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crédito |
Guia de Animais Brasileiros |
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