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PORÍFEROS
- Do reino
Animalia, sub-reino Parazoa, onde se enquadram os animais conhecidos como
esponjas.
- Estes organismos
são sésseis, sua grande maioria é marinha, alimentam-se por filtração,
bombeando a água através das paredes do corpo e retendo as partículas de
alimento nas suas células. As esponjas estão entre os animais mais simples,
com tecidos parcialmente diferenciados, porém sem músculos, sistema nervoso,
nem órgãos internos. Eles são muito próximos à uma colônia celular pois cada
célula alimenta-se por si própria. Existem mais de 15.000 espécies modernas
de esponjas conhecidas, e muitas outras são descobertas a cada dia. O
registro fóssil data as esponjas desde a era pré-cambriana (ou Pré-Câmbrico).
- A
estrutura de uma esponja é simples: tem a forma de um tubo ou saco, muitas
vezes ramificado, com a extremidade fechada presa ao
substrato. A extremidade aberta é chamada ósculo e
a cavidade interior é a esponjocele. As paredes são perfuradas por
buracos microscópicos, chamados
óstios, para permitir que a água flua para dentro da
esponjocele trazendo oxigênio e alimento.
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A parede das esponjas é formada
por duas camadas de células, com o interior formado pela matriz extracelular
que, neste grupo, se denomina mesênquima.
- As esponjas
possuem seis tipos de células:
-
Pinacócitos, que são as células da epiderme
exterior - são finas, coriáceas e estreitamente ligadas.
-
Conócitos, também chamadas ‘células de
colarinho’ porque têm um flagelo rodeado por uma coroa de cílios, revestem o
esponjocele e funcionam como uma espécie de sistema digestivo e sistema
respiratório combinados, uma vez que os flagelos criam uma corrente que
renova a água que as cobre, da qual elas retiram o oxigênio e as partículas
de alimento.
-
Porócitos, que são as células que
revestem os poros da parede e podem contrair-se, formando uma espécie de
tecido muscular.
-
Archaeócitos (Amebócitos) que se deslocam no
mesênquima, realizando muitas das funções vitais do animal, como a digestão
das partículas de alimento, o transporte de nutrientes e a produção de
gametas.
-
Esclerócitos (Amebócitos), que são as células
responsáveis pela secreção das espículas.
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Espongócitos (Amebócitos), que são as células
responsáveis pela secreção da espongina, nas espécies em que é este o
‘esqueleto’ do animal.
- As esponjas
desenvolvem-se em três padrões:
-
Asconóide, que é o tipo mais simples - um
simples tubo. Muito pequeno e muito raro.
-
Sifonóide, em que o tubo se dobra sobre si
mesmo, permitindo o crescimento do animal.
-
Leuconóide, o caso mais complexo,
em que a parede se dobra várias vezes, formando um sistema
de canais. Esse é o tipo mais comum na natureza.
- O ‘esqueleto’
das esponjas pode ser formado por espículas calcáreas ou silícios, por
fibras de espongina ou por placas calcáreas. Algumas esponjas, na
Antigüidade, eram usadas pelos gregos, por serem mais resistentes, para
polir ferro e metais. Já outras eram utilizadas pelos romanos para tomar
banho ou para tomar vinho. Banhava-se a esponja no vinho e espremia na boca.
- A divisão
do filo Porifera em classes é feita com
base no tipo de espículas que apresentam:
-
Classe Calcarea - espículas compactas de
carbonato de cálcio (calcário). Podem ser asconóide, sifonóides ou
leuconóide.
-
Classe Hexactinellida - espículas de sílica,
muito raras. Somente asconóide.
-
Classe Demospongiae – ‘esqueleto’ de fibras de
espongina com ou sem espículas de sílica. Somente leuconóide.
-
Conhecem-se ainda fósseis de organismos com
características de esponjas, mas diferentes das atuais, que foram agrupados
na classe Sclerospongiae. No entanto, com a descoberta de espécies vivas de
alguns destes grupos, concluiu-se que esta classe não é válida. São os
seguintes os nomes atribuídos a estes organismos (que nem sempre são
equivalentes as taxas):
-
Quetetídeos eram grandes construtores de recifes
formados por tubos calcários, mas recentemente descobriu-se uma espécie
viva, Acanthochaetetes wellsi, que possui espículas siliciosas, mas
também tecidos que demonstram que faz parte das Demospongiae;
-
Esfinctozoários tinham uma estrutura parecida
com os quetetídeos, mas possuíam espículas calcáreas; recentemente
descobriu-se uma espécie viva, Vaceletia crypta, incluída neste
grupo, mas sem espículas e com características que sugerem que provavelmente
possa ser incluída nas Demospongiae;
-
Estromatoporóides cresciam
segregando folhas calcáreas sobrepostas;
algumas Demospongiae atuais apresentam um crescimento semelhante, sugerindo
que os fósseis assim classificados sejam da mesma classe;
-
Receptaculida construíam um
‘esqueleto’ calcáreo em espiral, mais parecido com algumas algas verdes
coralinas atuais da classe Dasycladales
(provavelmente não são esponjas).
- As esponjas
podem reproduzir-se sexuada ou assexuadamente, conforme as condições
ambientais. Quanto à reprodução sexuada a maior parte das esponjas é
monóica, porém observam-se espécies dióicas. Seus gametas serão produzidos
por uma diferenciação dos amebócitos e serão lançados no ambiente aquático,
onde a fecundação pode ocorrer de forma externa ou interna, porém sempre o
desenvolvimento se processa de forma externa do tipo indireto, pois se
observam as presenças de uma larva chamada de anfiblástula. Em relação à
reprodução assexuada, as esponjas apresentam um alto grau de regeneração,
podendo se reproduzir por meio de brotamento, regeneração ou gemulação
(exclusivo das esponjas de água doce), por meio de um broto que formará uma
nova esponja adulta.
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Nome popular |
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Nome científico |
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Reino |
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Filo |
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Classe |
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Ordem |
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Família |
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Gênero |
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Classificador |
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Origem |
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Tamanho |
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Alimentação |
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Observações |
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Foto da Espécie |
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crédito |
seu nome |
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