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- Hino de Guarulhos
- Música: Maestro Aricó Júnior
- Letra: Professora Nicolina Bispo
- Sob o céu desta Pátria querida,
- Mais cem anos de luta e labor,
- Cingem hoje o teu nome Guarulhos,
- Que se ergueu por seu próprio valor.
- Chaminés, como lanças erguidas,
- Nos apontam o caminho a seguir,
- Trabalhando, vencendo empecilhos,
- Desfraldando o pendão do porvir.
- Tuas praças são livros abertos,
- Onde lemos futuro de glória,
- Crispiniano e Bueno fulguram,
- Como vultos eternos da História.
- Que o teu nome em mais um centenário,
- E na língua tupi proclamado,
- Seja um hino de paz, de esperança,
- Por teu povo feliz, entoado.
- Pequenina nasceste e João Álvares,
- Jesuíta, benzeu-te com Fé,
- Tu és hoje cidade progresso,
- Uma terra que vence de pé.
- Eia, pois, guarulhenses, avante,
- Com bravura na luta febril,
- Por São Paulo e por tudo o que é nosso,
- E, acima de tudo o Brasil!
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- Hino de São Paulo
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- Paulista, pára um só instante
Dos teus quatro séculos ante
A tua terra sem fronteiras,
O teu São Paulo das bandeiras.
Deixa atrás o presente:
Olha o passado a frente!
Vem com Martim Afonso a São Vicente!
Galga a Serra do mar! Além lá no alto,
Bartira sonha sossegadamente
Na sua rede virgem do planalto,
Espreita-a entre a folhagem de esmeralda;
Beija-lhe a cruz de estrelas da grinalda;
Agora, escuta! Aí vem moendo o cascalho,
Bota-de-nove-léguas, João Ramalho.
Serra acima, dos baixos da restinga,
Vem subindo a roupeta
De Nóbrega e de Anchieta,
Contempla os campos de Piratininga!
Este é o colégio. Adiante está o sertão.
Vai! Segue a entrada! Enfrenta! Avança! Investe!
Norte-Sul-Este-Oeste,
Em "Bandeiras" ou "Monção"
Doma os índios bravios;
Rompe a selva, abre minas, vara rios;
No leito da jazida
acorda a pedraria adormecida;
Retorce os braços rijos.
E tira o ouro dos seus esconderijos.
Bateia, escorre a ganga,
Lavra, planta, povoa!
Depois volta a garoa.
E adivinha através dessa, cortina,
Na tardinha enfeitada de miçanga,
A sagrada colina, ao grito do Ipiranga
Entreabre agora os véus!
Do cafezal, senhor dos horizontes,
Verás fluir, por planos, vales, montes,
Usinas, gares, silos, cais, arranha-céus!
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- Hino Nacional
- Música: Francisco Manoel da Silva
- Letra: Osório Duque Estrada
- Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
- De um povo heróico o brado retumbante,
- E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
- Brilhou no céu da Pátria nesse instante.
- Se o penhor dessa igualdade
- Conseguimos conquistar com braço forte,
- Em teu seio, ó Liberdade,
- Desafia o nosso peito a própria morte!
- Ó Pátria amada,
- Idolatrada,
- Salve! Salve!
- Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
- De amor e de esperança à terra desce,
- Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
- A imagem do Cruzeiro resplandece.
- Gigante pela própria natureza,
- És belo, és forte, impávido colosso,
- E o teu futuro espelha essa grandeza
- Terra adorada,
- Entre outras mil,
- És tu, Brasil,
- Ó Pátria amada!
- Dos filhos deste solo és mãe gentil,
- Pátria amada,
- Brasil!
- Deitado eternamente em berço esplêndido,
- Ao som do mar e à luz do céu profundo,
- Fulguras, ó Brasil, florão da América,
- Iluminado ao sol do Novo Mundo!
- Do que a terra mais garrida
- Teus risonhos, lindos campos têm mais
flores,
- Nossos bosques têm mais vida,
- Nossa vida no teu seio mais amores.
- Ó Pátria amada,
- Idolatrada,
- Salve! Salve!
- Brasil, de amor eterno seja símbolo
- O lábaro que ostentas estrelado,
- E diga o verde-louro desta flâmula
- Paz no futuro e glória no passado.
- Mas, se ergues da justiça a clava forte,
- Verás que um filho teu não foge à luta,
- Nem teme, quem te adora, a própria morte.
- Terra adorada
- Entre outras mil,
- És tu, Brasil,
- Ó Pátria amada!
- Dos filhos deste solo és mãe gentil,
- Pátria amada,
- Brasil!
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